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18 de fevereiro de 2020

Interpretação de texto | atividade

Olá, crianças!!

Aí vão 2 exemplos de interpretação de texto para vocês se inspirarem!
texto I



1. Qual o objetivo principal da charge?

2. Ao analisar a linguagem utilizada pelo pai e pela mãe, podemos imaginar que:


3. Ao analisar a linguagem utilizada na charge, pode-se constatar o uso da linguagem informal usada com que objetivo?

4. Explique qual crítica social é feita na charge

5. Que elementos da charge você usou para responder à questão 4?



 Texto II

Canção Infantil
MC César



Era uma casa não muito engraçada Por falta de afeto não tinha nada
Até tinha teto, piscina, arquiteto
Só não deu pra comprar aquilo que faltava
Bem estruturada, às vezes lotada
Mas memo lotada uma solidão
Dizia o poeta, o que é feito de ego
Na rua dos tolos gera frustração
Yeah, yeah, yeah
Hmm, hmm, hmm
Yeah, yeah, yeah, yeah
Hmm, hmm, hmm

Yeah, havia outra casa, canto da quebrada
Sem rua asfaltada, fora do padrão
Eternit furada, pequena, apertada
Mas se for colar tem água pro feijão
Se o mengão jogar, pode até parcelar
Vai ter carne, cerveja, refri e carvão
As moeda contada, a luz sempre cortada
Mas fé não faltava, tinham gratidão
Yeah, yeah, yeah
Mas era tão perto do céu
Yeah, yeah, yeah
Mas era tão perto do céu

Como era doce o sonho ali (como era doce o sonho ali)
Mesmo não tendo a melhor condição (mesmo não tendo a
melhor condição)
Todos podiam dormir ali (todos podiam dormir ali)
Mesmo só tendo um velho colchão (mesmo só tendo um
velho colchão)
Mas era feita com muito amor
Mas era feita com muito amor

A vida é uma canção infantil
É, sério, pensa, viu?
Belas e feras, castelos e celas
Princesas, pinóquios, mocinhos e
É, eu não sei se isso é bom ou mal
Alguém me explica o que nesse mundo é real
O tiroteio na escola, a camisa no varal
O vilão que tá na história ou aquele do jornal
Diz (diz) por que descobertas são letais?
Os monstros se tornaram literais
Eu brincava de polícia e ladrão um tempo atrás
Hoje ninguém mais brinca, ficou realista demais

As balas ficaram reais perfurando a eternit
Brincar nós ainda quer, mas o sangue melou o pique
O final do conto é triste quando o mal não vai embora
O bicho-papão existe, não ouse brincar lá fora
Pois cinco meninos foram passear
Sem droga, flagrante, desgraça nenhuma

A polícia engatilhou: Pá, pá, pá, pá
Mas nenhum, nenhum deles voltaram de lá
Foram mais de cem disparos nesse conto sem moral
Já não sei se era mito essa história de lobo mau
Diretamente do fundo do caos procuro meu cais no mundo
de cães
Os manos são maus,
no fundo a maldade resulta da escolha que temos nas
mãos
Uma canção infantil, à vera
Mas lamento, velho, aqui a bela não fica com a fera
Também pudera, é cada um no seu espaço
Sapatos de cristal pisam em pés descalços
A rapunzel é linda sim, com os dreads no terraço
Mas se a lebre vim de juliet, até a tartaruga aperta o
passo
Porque é sim tão difícil de explicar
Na ciranda, cirandinha, a sirene vem me enquadrar
Me mandando dar meia-volta sem ao menos me explicar
De costa barros a guadalupe, um milhão de enredos
Como explicar para uma criança que a segurança dá
medo?
Me explicar que oitenta tiros foi engano
Oitenta tiros, oitenta tiros, ah
Carrossel de horrores, tudo te faz refém
Motivos pra chorar até a bailarina tem
O início já é o fim da trilha
Até a alice percebeu que não era uma maravilha
Tem algo errado com o mundo, não tire os olhos da
ampulheta
O ser humano em resumo é o câncer do planeta
A sociedade é doentia e julga a cor, a careta
Deus escreve planos de paz, mas também nos dá a caneta
E nós, nós escrevemos a vida, iphones, a fome, a seca
Os homi, os drone, a inveja e a mágoa
O dinheiro, a disputa, o sangue, o gatilho
Sucrilhos, mansões, condomínios e guetos
Tá tudo do avesso, faiamos no berço
Nosso final feliz tem a ver com o começo
Somente o começo, somente o começo
Pro plantio ser livre a colheita é o preço
A vida é uma canção infantil, veja você mesmo
Somos pinóquios plantando mentiras e botando a culpa no
gepeto
Precisamos voltar pra casa
Onde era feita com muito amor
Onde era feita com muito amor

1- Quais características da vida que são destacadas na
música?

2- Qual o papel dos desenhos animados na construção da
música?

3- Nos dois primeiros versos o autor faz uma comparação
entre duas casas. Na sua opinião o que o autor tenta
representar?

4- leia o trecho:
"Era uma casa não muito engraçada
Por falta de afeto não tinha nada
Até tinha teto, piscina, arquiteto
Só não deu pra comprar aquilo que faltava
Bem estruturada, às vezes lotada
Mas memo lotada uma solidão
Dizia o poeta, o que é feito de ego
Na rua dos tolos gera frustração". Na sua opinião o que o
autor quis expressar nessa parte da música?

5-Quais as características sociais que o autor destaca na
música?


19 de novembro de 2019

Debates Temas 3 e 4

Debates nas turmas dos segundos anos na ETE Gil Rodrigues













22 de outubro de 2019

Debate: Temas 1 e 2 já no podcast!!

Olá, crianças!
Aí vão os áudios do TiaJanaCast para vocês acompanharem os debates que estão acontecendo.
Baixem e compartilhem!



20 de setembro de 2019

Recuperação | Interpretação de texto

Leia e ouça a música abaixo para responder às questões:
Admirável Gado Novo 
Zé Ramalho



Ôôô, boi



Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer

Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou!

Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!

Ôôô, boi

O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar

Não voam, nem se pode flutuar
Não voam, nem se pode flutuar

Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!

Ôôô, boi



Questões:

Instruções para as respostas:
As respostas devem ser autorias, articuladas, claras e coerentes respeitando a norma culta da língua.

1. O título da música faz referência direta ao romance Admirável Mundo Novo. Relacione ambos explicando de que forma esta comparação se estabelece, num parágrafo entre 5 e 10 linhas.

2. Articule, num parágrafo explicativo de até 10 linhas, a quem se dirige o eu-lírico e do que ele trata nas duas primeiras estrofes da música.

3. " A vigilância cuida do normal"
Como este verso pode ser entendido no contexto da música?

4. leia:
"O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar"

Redija um parágrafo de até 15 linhas em que se comentem os temas abordados nessas estrofes relacionando-os à situação atual do Brasil.

5. Diante dos temas abordados na canção, comente a estrofe do refrão:
"Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!"


Orientações para realização / entrega da recuperação:
Individual
envio exclusivo por e-mail (tiajanaprof@yahoo.com.br)
arquivo anexado em formato PDF
no arquivo, envie toda a atividade, e as respostas
fontes permitidas: Arial / Times New Roman tamanho 12
apenas serão corrigidos os trabalhos com envio até 23:59 do dia 21/09/2019






13 de setembro de 2019

Recuperação Resenha Crítica

Essa é a recuperação da resenha crítica
Vocês devem ler esse livro e resenhar. Envio exclusivamente por email. Até as 23h59 do dia 30/09.
O texto deverá ser completamente autoral.

O livro está nesse link

13 de agosto de 2019

Livro Luis F. Veríssimo | AT

Olá, crianças!!
No link abaixo está o livro que vocês vão resenhar pra nossa AT.
Lembrando que a data de entrega pra todas as turmas será dia 13/09, exclusivamente por email!
O texto entregue deverá ser completamente autoral.

Leia o livro aqui


Edit:
Tem um arquivo no siepe (resenha | modelo) para download

30 de julho de 2019

Resenha crítica | Rammstein

Resenha: Rammstein volta no auge com um dos melhores discos da carreira

Em álbum pessoal e contestador, banda alemã de Heavy Metal mostra criatividade a partir de suas tão conhecidas bases

Por Tony Aiex -  10 anos é muito tempo. Há 10 anos esse site que você está lendo ainda nem existia, e só começaria as suas atividades em Junho. Há 10 anos você provavelmente era outra pessoa, com outra realidade e outros objetivos, e definitivamente o mundo era um lugar bem diferente do que vivemos.

Em 2009, a banda alemã Rammstein estava chegando ao sexto disco da carreira e deixava bem claro para o mundo todo que era um dos principais nomes do Heavy Metal, sempre com riffs afiados e características que separavam o grupo do resto dos seus pares.

Cantar em alemão nunca foi um problema, muito menos falar explicitamente de sexo e até gravar clipes oficiais com atores pornô: tudo isso era parte de um pacote que ainda incluía um show ao vivo absurdo, repleto de efeitos especiais, fogos de artifício e muita ação.

Dez anos depois, o Rammstein está de volta com o primeiro disco homônimo da carreira, e talvez a ideia de batizá-lo com o nome da banda tenha sido uma das melhores para esse ciclo, já que o novo álbum representa demais as suas possibilidades e intenções.

Aqui, em seu sétimo lançamento, o Rammstein volta a mostrar suas guitarras precisas mescladas a batidas (eletrônicas ou não) que mergulham no metal industrial e apresentam ao ouvinte incursões tanto pela música pesada quanto por momentos dançantes com um apelo quase pop.

A sequência de abertura do álbum é avassaladora e mostra muito quem é a banda hoje em dia: “Deutschland” é uma canção que fala sem pudor sobre a turbulenta história da Alemanha, mostrando a relação de amor e ódio da banda com o seu país. “Radio” vem na sequência com suas guitarras à la System Of A Down e uma prova de amor à música, falando sobre como o rádio foi importante na vida dos integrantes. Impossível não ficar com o refrão grudado na cabeça.

“Zeig Dich” é um Rockão clássico que mostra a banda fugindo do industrial para fazer duras críticas à Igreja, comentando sobre como os religiosos pregam a salvação e cometem tantos pecados mundo afora, e a festa volta a dar as caras em “Auslander”, próxima faixa.

Aqui a gente consegue perceber o alto nível de produção do álbum, talvez um dos motivos pelos quais ele tenha demorado tanto tempo para sair. O cuidado com cada detalhe das canções é evidente, e a faixa que começa como uma verdadeira balada entra em trechos introspectivos rapidamente, para de repente, sem que você perceba, as guitarras aparecerem de novo. São quebras de momento e de conceito assim que fazem do novo disco do Rammstein um lançamento tão interessante.

Obviamente o sexo não poderia ficar de fora de um disco da banda alemã e ele chega em “Sex”, que antecede a excêntrica “Puppe”: se começa como uma balada, de repente a faixa se transforma em um lamento pesado e sombrio de alguém que está passando por sérios conflitos. É a natureza humana, mais uma vez, exposta com uma gigantesca lente de aumento.

“Diamant” é mais uma bela canção encaixada perfeitamente na tracklist para servir como uma ponte ao final que se aproxima e começa com “Weit Weg”, com uma espécie de ode à música eletrônica de décadas atrás.

“Tattoo” faz uso da fórmula guitarra+baterias marteladas e assim como “Radio”, celebra mais um lado pessoal da banda que pode ser facilmente “relacionável” com o ouvinte: todo fã de música tem boas memórias da rádio, e boa parte deles tem uma relação bastante próxima com as tatuagens. Ao falar de ambos como seus amigos próximos, o Rammstein se aproxima de quem o segue e afasta um pouco a distância de todos nós.

Como tudo que é bom tem um final, Rammstein, o disco, chega para encerrar os trabalhos com um quê épico onde o vocalista Till Lindemann usa e abusa dos seus vocais assustadores ao mesmo tempo que os alterna com trechos mais limpos.

Em um disco tão orgânico, onde o Rammstein se aproxima do ouvinte, fala das suas paixões e deixa claras as suas críticas, o final chega com um coral que parece nos lembrar da fragilidade humana e de como, de repente, tudo acaba.

Foram dez longos anos mas a banda alemã voltou de forma grandiosa: seu novo disco não apenas é um dos destaques internacionais de 2019 como também um dos pontos mais altos da longa carreira do Rammstein. Empacotando tudo que faz de melhor ao mesmo tempo em que consegue soar original, a banda fez valer a espera e apresentou 11 faixas que nos levam por uma viagem pessoal, humana e histórica como poucos têm a habilidade para fazer.


retirado de: http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2019/05/17/resenha-rammstein-disco/

13 de junho de 2019

Revistas dos minicursos

Olá, crianças!!

Aí vão as revistas criadas por vocês para os minicursos da III Expogeo. Parabéns pelo trabalho!!
















20 de maio de 2019

Telejornal

Pra quem não entendeu a recuperação de redação, um exemplo.












Infográfico

Um infográfico, ou a arte da infografia, é caracterizado por ilustrações explicativas sobre um tema ou assunto. Infográfico é a junção das palavras info (informação) e gráfico (desenho, imagem, representação visual), ou seja, um infográfico é um desenho ou imagem que, com o auxilio de um texto, explica ou informa sobre um assunto que não seria muito bem compreendido somente com um texto. Os infográficos são muito utilizados em jornais, mapas, manuais técnicos, educativos e científicos, e também em sites.

 Tudo deve ser explicado, esclarecido e detalhado - de forma concisa e exata, numa linguagem tanto coloquial e direta quanto possível [...] O didatismo deve estender-se também à disposição visual do que é editado. [...] A apreensão pelo leitor deve ser fácil, clara e rápida. [...] A rigor, tudo o que puder ser dito sob a forma de quadro, mapa, gráfico ou tabela não deve ser dito sob a forma de texto. (SILVA, 2005 apud TEIXEIRA, 2011, p. 25).








16 de maio de 2019

Exemplo revista

Olhaí crianças!!

Um exemplo pra quem não entendeu bem como fica a revista.


Entrevista

A Entrevista é um dos gêneros textuais com função geralmente informativa veiculado, sobretudo, pelos meios de comunicação: jornais, revistas, internet, televisão, rádio, dentre outros.

Há diversos tipos de entrevistas dependendo da intenção pretendida: a entrevista jornalística, entrevista de emprego, entrevista psicológica, a entrevista social, dentre outras. Elas podem fazer parte de outros textos jornalísticos, por exemplo, a notícia e a reportagem.

Trata-se de um texto marcado pela oralidade produzido pela interação entre duas pessoas, ou seja, o entrevistador, responsável por fazer perguntas, e o entrevistado (ou entrevistados), quem responde às perguntas.

A Entrevista possui uma função social muito importante, sendo essencial para a difusão do conhecimento, a formação de opinião e posicionamento crítico da sociedade, uma vez propõe um debate sobre determinado tema, onde o discurso direto é sua principal característica.

Ou seja, as palavras proferidas pelo entrevistado e o entrevistador são transcritas de maneira fidedigna e, portanto, pode haver muitas marcas de oralidade bem como observações (geralmente entre parênteses) que descrevem as ações de ambos, por exemplo: (risos).

Maria da Penha

Em nome da lei

A vítima de tentativas de feminicídio que inspirou a criação da legislação para defender mulheres se diz espantada com a forma como alguns ainda culpam os alvos das agressões pelos ataques

Por Jennifer Ann Thomas

Maria da Penha Maia Fernandes ganhou notoriedade quando, em 2006, viu seu nome batizar a lei que tipificou o crime de agressão a mulheres. Por trás da homenagem há a história de uma vítima de duas tentativas de feminicídio – ambas em 1983 e protagonizadas por seu então marido, o economista colombiano Marco Antonio Heredia Viveros (o casal se conheceu na USP, enquanto ela concluía o mestrado em bioquímica). Na primeira vez, Viveros atirou na esposa enquanto ela dormia - e foi em consequência desse atentado que ficou paraplégica. Na segunda oportunidade, o plano era eletrocutá-la no banho, mas a babá de suas três filhas, que nunca mais falaram com o pai, socorreu-a. Maria da Penha lutou por quase duas décadas na Justiça até a condenação do agressor, em 2002 - a apenas dois anos de prisão. Sua traumática experiência – relatada no livro autobiográfico Sobrevivi... Posso Contar (1994) – motivou mudanças substanciais na legislação brasileira, que deram origem às delegacias de mulheres e às punições a ataques contra elas. Maria da Penha tornou-se, então, um símbolo da causa feminista, o que lhe rendeu prêmios e levou à criação de um instituto com o seu nome. Na entrevista a seguir - concedida em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, quando selou uma nova parceria com a ONG americana Visão Mundial, de ajuda humanitária global -, Maria da Penha diz ficar assombrada com uma parcela da sociedade que ainda insiste em culpar as vítimas de crimes misóginos.
Maria da Penha inspirou a criação da lei que leva seu nome

Após casos recentes de violência contra mulheres - como o da paisagista espancada em seu próprio apartamento no Rio e o de uma moça de 19 anos estuprada pelo cunhado e queimada pelo namorado em São Paulo -, espalharam-se nas redes sociais posts culpando as vítimas, dizendo que elas teriam feito algo de errado para “merecer” a punição. Por que isso ainda ocorre? Quando meu caso ganhou a mídia, tanto jornalistas quanto pessoas que me abordavam tinham interesse em saber maiores detalhes. O comum era que incluíssem a pergunta: “O que a senhora fez para merecer o tiro?”. Há um machismo tão encravado na sociedade que permite ao homem julgar a mulher como alguém que pediu pela agressão. Para alguns, se um marido tenta assassinar a mulher, é porque ela necessariamente o traiu ou algo nessa linha. A verdade é que a maioria das vítimas é morta simplesmente por não querer continuar um relacionamento. No caso da paisagista (Elaine Caparroz, 55 anos, do Rio de Janeiro, espancada pelo advogado Vinicius Batista Serra, 27 anos, de quem se aproximou pela internet), ela confiou na boa índole de um rapaz que queria conhecer melhor. Não há o que ela poderia ter feito para fugir da fatalidade à qual sobreviveu. No exemplo da garota queimada (Isabela Miranda de Oliveira, morta pelo namorado, William Felipe Alves, de 21 anos, em Franco da Rocha, SP), culpá-la é conversa de machista. E conversa para boi dormir. Bater em alguém, queimar alguém, é fruto de uma mentalidade doentia.

Visto que as mulheres vão continuar a procurar relacionamentos afetivos, como evitar o encontro com mentalidades doentias? Os homens agressivos não costumam, em seus meios sociais, ser tidos como pessoas ruins. Normalmente, é o contrário. São indivíduos que batem na esposa em casa, mas, em sociedade, se fingem prestativos e bondosos. Tanto que usualmente os ataques vêm de maridos, amigos, familiares, homens próximos da mulher. Quantas pessoas namoraram, casaram e, no momento em que o casal passou a morar junto, a vivência trouxe à tona a violência daquele com quem a mulher se envolveu? Uma forma de tentar evitar os agressores é observar como eles agem em sua casa, com suas irmãs, com a mãe, e ainda quem são aqueles que os cercam, como os amigos. Mesmo assim, quando o crime ocorre, nunca é culpa da vítima. E para coibir, é necessário denunciar e punir esses homens.

"Só podemos falar em melhorar a legislação quando ela for de fato implementada. A lei só não tem ajudado todas nós porque existe um descaso do governo. Ainda há muitas falhas"

Mesmo com uma lei, que leva seu nome, exclusiva para punir tal tipo de violência, registros de agressões contra mulheres continuam a ser frequentes. Por quê? Por uma série de motivos. Falta, por exemplo, orientação precisa de como se deve denunciar. Na maioria das vezes, a vítima não sabe como avisar o poder público local, nem como se defender após a acusação. Em algumas situações, a morosidade do processo judicial também desmotiva; uma denúncia não leva o agressor para a cadeia, e ele fica livre para voltar a atacar e matar a mulher. Repito: falta orientação.

Qual seria a orientação? Para começar, deve-se mostrar à mulher que as desculpas de quem a ataca não devem ser consideradas. Existe um ciclo típico dessa violência. Depois de cada soco, o homem procura se mostrar arrependido. Um tempo depois, volta a agredir, para logo pedir desculpas. No meio disso, a vítima se vê cada vez mais presa a um relacionamento abusivo. E continuará esse ciclo até culminar no homicídio. Então, torna-se necessário quebrá-lo, com a denúncia.

Por que a denúncia por vezes não é efetiva? A agredida tem de sair da delegacia da mulher com alguma providência tomada. Por exemplo, é preciso incentivá-la a deixar a casa do marido, com seus filhos, e ir para outro lugar, como uma unidade da Casa Abrigo, que existe para isso. Parte do problema é quando elas são atendidas por delegados. Quando a autoridade é uma mulher, a compreensão dessa situação costuma ser maior. Já quando é um homem, não. Algumas delegacias regulares são tomadas pelo machismo e pela falta de conhecimento da lei. Em municípios nos quais não há uma delegacia especializada, o delegado nem sempre tem sensibilidade para atender a vítima. Esses delegados não costumam obrigar o agressor a se afastar e, quando um juiz emite um habeas-corpus, nem sempre avisa a vítima que o criminoso está à solta novamente. Há histórias em que o homem sai da prisão com o intuito de já matar imediatamente quem o denunciou. Esses são apenas alguns dos reflexos da falta de conhecimento e aplicação da lei.

Algo deve mudar na lei? Só podemos falar em melhorar a legislação quando ela for de fato implementada na sua totalidade. O problema não está na lei, tida como exemplar em todo o mundo. A questão é que ela não é aplicada para valer. Na prática, há casos de demora acima de 48 horas para conceder uma medida protetiva à vítima. A lei só não tem ajudado todas nós porque existe um descaso do governo. Demorou oito anos entre a lei ser sancionada e a criação de políticas públicas que visem efetivá-la. Ainda há muitas falhas. Onde se procura ajuda, por exemplo, numa cidade que nem conta com uma delegacia da mulher? Alguns prefeitos constroem, em substituição, centros de ajuda. No entanto, numa medida marqueteira, eles ficam localizados na área central da cidade É difícil alguém tomar coragem para ir até um local no centro para denunciar o marido, expondo o rosto para conhecidos, amigos. Falta um trabalho eficiente para resguardar todas aquelas que querem denunciar.

Contudo, houve evolução desde que a senhora foi agredida? Finalmente temos alguma visibilidade. A mídia e a população têm dado maior atenção ao tema do feminicídio, e as punições não são mais tão raras. Na minha época, era tudo desprezado. Tratava-se mais ou menos assim: “Fulana é casada com um homem muito bom, mas quando ele bebe, bate nela”. Evitava-se culpar o homem.

A senhora lançou, no último dia 8, uma parceria com a ONG Visão Mundial. No que ela consiste? A ideia é educar meninos e meninas, desde a infância, em escolas, sobre os malefícios do machismo. Por meio de contação de histórias, música, cordéis e outras atividades lúdicas, queremos ajudar as crianças a identificar quando há agressões dentro de casa e a compreender que o único culpado por isso é o pai. Além disso, esperamos que os filhos compartilhem o que ocorre com professoras capacitadas para orientá-los, junto com as mães.

O presidente Jair Bolsonaro é conhecido por falas misóginas, como quando disse a uma colega deputada que ela não “mereceria” ser estuprada. Em que medida esse tipo de atitude do governante prejudica as discussões? Nós estamos muito temerosas, por exemplo, em relação a como Bolsonaro encara o porte de armas. Não por acaso, alguns homens estão gostando tanto da ideia. Eles querem se sentir ainda mais autoritários com uma pistola em mãos. É claro que há homens e homens. Entretanto, aqueles agressores que não conseguiram até hoje o porte acham que podem agora, com o novo governo. É evidente que eles vão usar desse poder para reprimir ainda mais suas esposas. Mas falta também um posicionamento mais direto do movimento das mulheres para obrigar Bolsonaro a refletir melhor sobre tudo. O nosso representante máximo tem de criar políticas públicas que nos defendam e investir em educação fundamental e de ensino médio para conscientizar os meninos de suas responsabilidades e as meninas, de seus direitos. Ouvi o presidente dizer em uma entrevista que ele é apaixonado pela filha. Isso em um país que é tido, como comprovam diversas pesquisas, como um dos piores para se nascer mulher. Um cenário que só vai mudar se o presidente fizer algo para reverter as estatísticas. E esse “algo” tem origem em maiores investimentos em políticas públicas de educação.

Por que a solução vem de um ensino adequado? O que leva à violência contra a mulher? É uma combinação. A índole, os vícios, a cachaça, são elementos disso. Porém, no centro está o aprendizado que o homem teve na sua infância. Pois ele replica a educação que recebeu. É preciso ensiná-lo desde pequeno a respeitar as mulheres.

Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, afirmou, como voz do governo, que quer ensinar meninos a entregar flores a meninas. Esse é o caminho?  Entregar flores não é um problema. A questão é que isso deve estar associado a informar meninos e meninas da importância de respeitar os direitos das mulheres. É preciso antes mostrar às garotas que elas podem dialogar com quaisquer garotos. Também é preciso ensinar a elas como fazer para denunciar, se forem vítimas de violência e mostrar que serão protegidas pelo poder público. Caso uma mulher seja atacada por um colega, amigo ou namorado, é necessário mostrar que ela tem a sociedade ao seu lado para resguardá-la e punir quem a agride. Antes de falar sobre flores, temos de educar meninos e meninas e reeducar quem já agride.

Para além de tudo isso, não podemos também já falar das flores, como propôs Damares? Ainda não estamos nesse estágio e há muito a ser resolvido antes disso.

Retirado de Veja | Amarelas.com


7 de maio de 2019

Notícia x Reportagem

Qual a diferença?

2 de abril de 2019

Produção orientada

Produza um conto nos moldes do que estamos estudando utilizando como inspiração um dos conjuntos de imagens a seguir.
Seu texto deve respeitar o gênero proposto e estar adequado à norma culta do português, com tamanho mínimo de 30 e máximo de 40 linhas.
Textos com letra ilegível terá atribuída nota zero.


conjunto1







Conjunto 2





conjunto 3







conjunto 4















24 de março de 2019

O Rapaz e o monstro

Nosso último filme, crianças!!


Recuperação da 1ª AT

Gente, esses são os vídeos referentes a recuperação da 1º AT.
Façam a atividade de acordo com o que foi explicado em sala.

A entrega será dia 02/04, em papel próprio para trabalhos ou em papel impresso


























19 de março de 2019

Atividade | Conto

 Observando as características do texto, continue um dos trechos abaixo tentando manter o clima e, na medida do possível, a linguagem utilizada pelo autor. Sua continuação deverá ter no mínimo 15 linhas, máximo de 30 e estar escrita na norma culta. 

 O Fantasma de Canterville 
Oscar Wilde

Quando Mister Hiram B. Otis, o embaixador americano, adquiriu o Parque Canterville, não faltou quem o advertisse de que cometia uma loucura, porque na habitação apareciam, indubitavelmente, almas do outro mundo. Na verdade, o próprio Lord Canterville, cujo caráter era dos mais exigentes em escrúpulos, supusera seu dever assinalar o fato, chegado o momento de discutirem as condições do negócio. — Até nós mesmos tínhamos já muito pouca vontade de residir aqui - disse Lord Canterville - desde que a minha tia-avó, a duquesa donatária de Bolton, desmaiou de terror (ela nunca pôde restabelecer-se desse abalo moral) quando as mãos de um esqueleto lhe assentaram nas espáduas, numa ocasião em que se vestia para o jantar. Devo igualmente dizer-lhe, Mr. Otis, que o fantasma tem sido visto por muitos membros ainda vivos da minha família, assim como pelo cura da paróquia, o Reverendo Augustus Dampier, agregado do King`s College, em Cambridge. Depois do desgraçado acidente sucedido à duquesa, nenhum dos nossos criados novos quis manter-se a serviço e Lady Canterville raramente conseguia conciliar o sono durante a noite por causa dos misteriosos ruídos vindos do corredor e da biblioteca.

 # Texto adaptado para fins didáticos # 



O RETRATO OVAL 
Edgar Allan Poe
*adaptado para fins didáticos*

 O château em que meu criado se arriscara a forçar entrada, em vez de me deixar, em minha desesperadora condição de ferido, passar uma noite ao relento, era uma daquelas construções mesclando melancolia e grandeza que por muito tempo carranquearam entre os Apeninos. Acomodamo-nos num dos quartos menores e menos suntuosamente mobiliados, que ficava num remoto torreão do edifício. Sua decoração era rica, porém esfarrapada e antiga. As paredes estavam forradas com tapeçarias e ornadas com diversos e multiformes troféus heráldicos, juntamente com um número inusual de espirituosas pinturas modernas em molduras de ricos arabescos dourados. Por essas pinturas, que pendiam das paredes não só de suas principais superfícies, mas de muitos recessos que a arquitetura bizarra do château fez necessários; por essas pinturas meu delírio incipiente, talvez, fizera-me tomar interesse profundo; de modo que ordenei a Pedro fechar os pesados postigos do quarto – visto que já era noite – acender as chamas de um alto candelabro que se encontrava à cabeceira de minha cama e abrir amplamente as cortinas franjadas de veludo negro que a envolviam. Desejei que tudo isso fosse feito para que pudesse abandonarme, ao menos alternativamente, se não adormecesse, à contemplação das pinturas e à leitura atenta de um pequeno volume que se propunha a criticá-las e descrevê-las. 

Por longo, longo tempo li, e com devoção e dedicação contemplei-as. Rápidas e gloriosas, as horas voaram e a meia-noite profunda veio. A posição do candelabro me desagradava, e estendendo a mão com dificuldade, em vez de perturbar meu criado adormecido, ajeitei-o a fim de lançar seus raios de luz mais em cheio sobre o livro. 

Mas a ação produziu um efeito completamente imprevisto. Os raios das numerosas velas (pois eram muitas) agora caíam num nicho do quarto que até o momento estivera mergulhado em profunda sombra por uma das colunas da cama. Assim, vi sob a luz vívida um quadro não notado antes. Era o retrato de uma jovem, quase mulher feita. Olhei a pintura apressadamente e fechei os olhos. Não foi a princípio claro para minha própria percepção por que fiz isso. Todavia, enquanto minhas pálpebras permaneciam dessa forma fechadas, revi na mente a reação de fechá-las. Foi um movimento impulsivo para ganhar tempo para pensar – para me certificar de que minha vista não me enganara – para acalmar e dominar minha fantasia para uma observação mais calma e segura. Momentos depois, novamente olhei fixamente a pintura. 

O que agora eu via, certamente não podia e não queria duvidar, pois o primeiro clarão das velas sobre a tela dissipara o estupor de sonho que me roubava os sentidos, despertando-me imediatamente à realidade. 

17 de março de 2019

Planeta dos Macacos

Nosso vídeo, crianças!!
Tive q trocar o que estava postado originalmente porque estava em inglês e não achei outro pra substituir, então troquei o filme. Lá vai o original do Planeta dos Macacos (um clássico!!)

10 de março de 2019

A Vila

Vídeo dessa semana, crianças!!


27 de fevereiro de 2019

O Fantasma de Canterville

Para quem quiser conhecer o texto original, Oscar Wilde sempre é uma boa leitura :)